Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Noturno

Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Extraído do livro "Pequenos Contos de Grande Luz" da Mãe.

A GRANDE LUZ

Uma tarde, numa grande cidade de um região chuvosa, avistei sete ou oito carros repletos de crianças. Haviam sido conduzidas ao campo, pela manhã, para brincar na relva. Mas o mau tempo as obrigara a regressar prematuramente, sob a chuva.



Apesar disso elas cantavam, riam e faziam saudações travessas aos transeuntes.
Com esse tempo, melancólico, elas conservavam sua alegria. Se um delas se tivesse sentido triste, as canções das outras a teriam alegrado; e para os transeuntes atarefados que ouviam os risos das crianças parecia, por um instante, que o céu estava menos sombrio.


Sábado, 25 de Abril de 2009

Autor Desconhecido

Sonhos


A maioria de nós esqueceu como sonhar. Trocamos a capacidade criativa por
segurança. As mudanças atuais são o despertador universal nos convidando
para lembrar dos sonhos e esperanças. Este é o momento de perceber que além
de nós existe Deus atuando.
Quanto mais lembramos do sonho, mais alerta ficamos p/ as coincidências e
sincronicidade que nos levam em direção à ele.

Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

SEM PODER EXPRESSAR...



Eu era alguém que morria de sede em pleno rio.

Contudo, via esse tormento aumentar em cada olhar de cada dia,

em horas, ora períodos curtos, ora arrastando-se,

ora longe, ora aproximando-se.

Palavras estranhas tudo se combinava e se unia,

às vezes separavam-se.

Todavia era uma liga, uma união,

de ardente desejos,

uma grande ânsia sem ter como dizer...

AMA - ME ?

Embalar-me...

Pressentindo a primavera

me senti leve, transportada

e deliciosamente a adaptar

melhor ao meu sentimento

Ar puro, céu azulado

abordo do murmúrio do mar

calmamente entregue

aos florais do vento

Penetro nesse cenário

Para conter o amor à ordem

mas essa ebriedade

apodera-se do meu ser

e tenho que reprimir, coordenando

para que este não perca

o colorido e não se altere

 

POR AMOR A VOCÊ

Embalar-me...

Pressentindo a primavera

me senti leve, transportada

e deliciosamente a adaptar

melhor ao meu sentimento

Ar puro, céu azulado

abordo do murmúrio do mar

calmamente entregue

aos florais do vento

Penetro nesse cenário

Para conter o amor à ordem

mas essa ebriedade

apodera-se do meu ser

e tenho que reprimir, coordenando

para que este não perca

o colorido e não se altere

 

DELITO DO AMOR

De súbito estremeci

quando me olhaste

com poderes sobre mim

Conheci o meu delito

Deste ato, arrancou-me medo

por um momento detive

o palpitar do coração

Senti em minha volta

uma pressão de ferro

Fiquei transita de susto...

fiquei tão amedrontada,

tão paralisada como fulminada por raio,

quis desvencilhar-me...

mas a vontade era inerte...

E eu...

sentia vagamente

que algo me puxava,

sem que tivesse consciência

do que estava fazendo

A princípio esforcei-me por acreditar

que não passava de um sonho...

de um sonho tão confuso

mas diante das janelas,

brilhava a luz da manhã

Eu não estava sonhando e

sim acordada

Achei-me sozinha...

em um quarto estranho,

com alguém estranho,

de que até hoje não sei o nome

Por todas as potências do céu

fosse com quem fosse...

Fizesse o que fizesse...

Tudo fora real.

Com embaraço...escondendo o que senti...

Tinha dado todos os meus gestos

capazes de exprimir tão puros e doces sentimentos

de um modo sensível e belo

Um gesto de tão ternura

que brilhava como uma paixão

que se irradiava através do corpo


SONATA AO LUAR

De alguma parte,

uma música abafada e

instintivamente a escuto,

pois tudo me acalma.

Deixo-me levar neste meio ondulante.

Os sentidos despertos nesse aroma.

Altivamente a vida aflora.

De certo mágico misturam-se cascatas,

talvez rumores do vento que se arremessam

nos balanços pelo espaço.

Abundância de prazer,

penetrantes estremecem,

cambaleiam com fragor, forte,

que parece emanar da própria terra.

Brama dentro do meu ser uma orquestra inebriante

Plenitude eterna

Êxtase de tua existência.

Eu apenas compreendia que vivia,

que respirava, que sentia, enfim

sentimento este, primitivo e simples,

que há tantos anos não me vinha,

e agora enche-me de doce embriagues.

 

LIMITAÇÃO DE AMOR


Um grito foi tudo que transbordou nas últimas horas...

Jorrava um dilúvio de palavras emaranhadas

O rosto banhado em lágrimas, há semanas incubadas.

A dor vinha de uma profundidade aveludada,

quase imperceptível, torturando o coração.

Então, lentamente uma sensação veio para junto de mim,

bem perto de mim.

Como que, suas mãos estendidas para segurar as minhas

e pouco a pouco as pupilas se encheram de azul e

desabrochou na saudade.

SEU ROSTO




O lindo dia que fazia,

a tristeza só encontrou o vácuo.

O sol inundava...

não me mexi.

Parecia-me que podia ficar assim

durante mil anos,

contemplando com prazer as nuvens,

saboreando com delícia o doce zumbido do vento

que coava através da natureza

e refrescava a minha pele.

Como estrondos, os pensamentos

atravessaram o cérebro e na maior doce desordem

e mergulharam na sua sombra.